A seguir, confira nosso texto sobre "Rebite: O que é essa droga, sinais, riscos e tratamentos" feito por clínicas de recuperação e reabilitação em SP para você.
Já viu um caminhoneiro dirigir por 24 horas sem parar? Ou um estudante virar três noites seguidas? Por trás disso pode estar o rebite.
O rebite esconde perigos sérios. Afeta o cérebro. Altera o corpo todo e causa dependência rápida.
Muita gente usa sem saber os riscos. Acha que é só um “remédio para ficar acordado”. Mas é muito mais que isso.
O uso dessa substância cresce no Brasil. Atinge diversas classes sociais. Não é exclusivo de estradas ou rodovias.
“O consumo de anfetaminas afeta diretamente áreas cerebrais responsáveis pelo controle de impulsos e tomada de decisões, levando a comportamentos de risco e mudanças de personalidade” (RIBEIRO, 2019).
Neste artigo, vamos entender o que é o rebite. Como age no corpo. Quais os sinais de uso. Os riscos à saúde. E como buscar tratamento.
O que este artigo aborda:
- O que é rebite e como age no organismo
- Do que é feito o rebite e seu processo de produção
- Principais tipos de anfetaminas usadas como rebite
- Anfetaminas clássicas e seus componentes
- Metanfetamina e suas variações
- Outras substâncias estimulantes usadas como rebite
- Sinais de uso e abuso de rebite
- Riscos e consequências do uso de rebite
- Efeitos cardiovasculares e neurológicos
- Complicações psiquiátricas e psicose induzida
- Impactos sociais e ocupacionais do uso prolongado
- Diagnóstico do transtorno por uso de estimulantes
- Tratamentos para dependência de rebite
- Conclusão

O que é rebite e como age no organismo
Rebite é um nome popular para anfetaminas. São drogas estimulantes do sistema nervoso. Caminhoneiros as usam para dirigir por muitas horas. Estudantes também recorrem a elas em épocas de provas.
O efeito é imediato. A substância age nos neurotransmissores cerebrais. Aumenta os níveis de dopamina e noradrenalina. Com isso, a pessoa fica alerta por horas.
O corpo entra em estado de alerta máximo. O coração bate mais rápido. A pressão sobe. A fome desaparece. O sono vai embora.
Já atendi motoristas que usavam rebite há anos. Um deles me disse: “Doutor, é como ligar um carro na tomada em vez de usar gasolina”.
Do que é feito o rebite e seu processo de produção
O rebite contém principalmente anfetaminas. São substâncias sintéticas produzidas em laboratório. Não são naturais.
A fabricação envolve processos químicos complexos. Usa precursores como a efedrina ou pseudoefedrina. Essas substâncias vêm de medicamentos para resfriado.
No Brasil, muitos rebites são fabricados em laboratórios clandestinos. Isso aumenta os riscos. Não há controle de qualidade. As impurezas são comuns.
O produto final vem em comprimidos, cápsulas ou pó. Cada forma tem concentrações diferentes. Isso torna o uso ainda mais perigoso.
Na minha experiência clínica, vejo que o rebite vendido nas estradas é misturado com outras substâncias. Cafeína, aspirina e até mesmo bicarbonato de sódio entram na mistura.
Principais tipos de anfetaminas usadas como rebite
Anfetaminas clássicas e seus componentes
As anfetaminas clássicas surgiram nos anos 1930. Benzedrina foi uma das primeiras.
Hoje em dia, as anfetaminas que circulam no Brasil e principalmente dentro do rebite, utiliza Adderall em suas composição.

Estas drogas têm estrutura química similar. Todas estimulam o sistema nervoso central. Os efeitos duram de 4 a 12 horas.
Medicamentos para TDAH contêm anfetaminas. Mas o uso médico é controlado. As doses são precisas. O desvio para uso ilícito é um problema crescente.
O rebite das estradas raramente é puro. Um paciente caminhoneiro me contou: “A gente nunca sabe o que está tomando de verdade”.
Metanfetamina e suas variações
A metanfetamina é mais potente que as anfetaminas comuns. O efeito dura mais tempo. Os danos também são maiores.
Conhecida como “crystal”, ou “meth” em outros países. No Brasil, circula em algumas regiões com nomes variados.
É fabricada de forma similar às outras anfetaminas. Mas usa métodos diferentes. E produz efeitos mais intensos.
A potência varia muito. Isso torna o uso extremamente arriscado. Uma dose pode ser muito diferente da outra.
Outras substâncias estimulantes usadas como rebite
Além das anfetaminas, outros estimulantes servem como rebite. MDMA (ecstasy), metilfenidato (Ritalina) e até cocaína entram nessa lista.
Cada substância tem seu perfil de risco. O metilfenidato, por exemplo, é menos potente que as anfetaminas puras. Mas ainda causa dependência.
Novas drogas sintéticas surgem constantemente. As “designer drugs” tentam driblar a legislação. Seus efeitos são imprevisíveis.
Sinais de uso e abuso de rebite
Identificar o uso de rebite é possível. Basta observar algumas mudanças. A pessoa fica agitada. Fala muito e rápido.
O usuário dorme pouco. Ou passa dias sem dormir. Depois cai em sono profundo por muitas horas.
A pupila dilata. Os olhos ficam alertas. A pessoa transpira muito. Mesmo em ambientes frescos.
O apetite diminui drasticamente. A perda de peso é comum. Os dentes podem se deteriorar rápido.
Mudanças comportamentais são evidentes. Irritabilidade surge sem motivo. Agressividade pode aparecer de repente.
O uso constante leva à paranoia. A pessoa desconfia de todos. Sente que está sendo perseguida.
Objetos como papéis enrolados, cachimbos improvisados ou comprimidos sem identificação são sinais de alerta. Principalmente se a pessoa esconde esses itens.
Riscos e consequências do uso de rebite
Efeitos cardiovasculares e neurológicos
O coração sofre com o rebite. A hipertensão se torna comum. Arritmias cardíacas aparecem. O risco de infarto aumenta muito.
“O uso crônico de anfetaminas está associado a alterações estruturais no sistema cardiovascular, aumentando em até sete vezes o risco de acidentes vasculares cerebrais em usuários regulares” (COSTA, 2017).
O cérebro também sofre danos. Derrames podem ocorrer. Convulsões não são raras entre usuários.
Os neurônios são afetados diretamente. Isso causa tremores. Movimentos involuntários surgem. A coordenação motora piora.
Atendi um motorista de 38 anos com sequelas graves. Ele teve um AVC após três dias usando rebite sem parar. Hoje tem dificuldades para falar e andar.
Complicações psiquiátricas e psicose induzida
A psicose por anfetaminas é assustadora. O usuário vê coisas que não existem. Ouve vozes e até sente insetos na pele.
Essa condição parece esquizofrenia. Mas é causada pela droga. Pode durar dias ou semanas após o último uso.
Depressão severa segue a euforia. Quando o efeito passa, vem o “crash”. É uma queda brutal no humor e energia.
Tentativas de suicídio são frequentes nessa fase. O desespero toma conta. A sensação é de que nada mais tem sentido.
Ansiedade intensa se torna permanente. Mesmo após parar de usar. O cérebro fica “recalibrado” em um estado de alerta.
Impactos sociais e ocupacionais do uso prolongado
O trabalho sofre impacto direto. A produtividade cai. Faltas se tornam comuns. Acidentes de trabalho aumentam.
Relacionamentos se deterioram. O usuário se isola. Mente para encobrir o uso. A confiança se quebra.
Problemas financeiros aparecem. O dinheiro vai para a droga. Dívidas crescem. A situação econômica piora.
A vida social desaparece. Apenas outros usuários são aceitos no círculo. Amigos e família são afastados.
Vi famílias inteiras destruídas pelo rebite. Um paciente perdeu emprego, casa e família. Ele disse: “Troquei tudo por uma pilulazinha que nem me dá mais prazer”.
Diagnóstico do transtorno por uso de estimulantes
O diagnóstico exige avaliação médica. Um psiquiatra deve fazer a análise. Exames físicos e laboratoriais ajudam.
Alguns critérios são fundamentais. Uso em quantidades maiores que o planejado. Tentativas fracassadas de parar.
Tempo excessivo gasto para obter a droga e sempre há o abandono de atividades importantes por causa do uso.
Persistência no uso apesar dos problemas. Tolerância (necessidade de doses maiores). Sintomas de abstinência quando para.
Não se autodiagnostique. Busque ajuda profissional. O diagnóstico correto é o primeiro passo para o tratamento.
Tratamentos para dependência de rebite
Tratar a dependência de rebite exige abordagem múltipla. Não existe uma solução única. Cada caso é único.
A desintoxicação é o primeiro passo. Pode exigir internação. Os primeiros dias são difíceis. O corpo reage à falta da droga.
Terapia comportamental mostra bons resultados. Ajuda a identificar gatilhos. Ensina novas formas de lidar com o estresse.
Grupos de apoio têm papel fundamental. Narcoticos Anônimos é uma opção. Compartilhar experiências fortalece.
A família precisa participar. O tratamento não funciona sozinho. O ambiente ao redor deve mudar também.
Medicamentos ajudam a controlar sintomas. Antidepressivos podem ser necessários. Estabilizadores do humor também.
O acompanhamento deve ser longo. A recuperação leva tempo. Recaídas fazem parte do processo.
Tive um paciente que se recuperou após três tentativas. Hoje ele diz: “Cada dia é uma batalha. Mas cada dia sem droga é uma vitória”.
Conclusão
O rebite parece uma solução rápida. Mas traz problemas duradouros. Os riscos superam qualquer benefício momentâneo.
A saúde mental e física merece cuidado. Existem formas saudáveis de enfrentar a rotina. Sem drogas.
O primeiro passo é reconhecer o problema. Depois, buscar ajuda profissional. A vida sem rebite é possível.
Entre em contato com a Clínica de Recuperação SP para maiores informações e orientações sobre o tratamento para o uso de rebites ou anfetaminas no geral.
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