A seguir, confira nosso texto sobre "Haxixe: O que é essa maconha, tipos, riscos e tratamentos" feito por clínicas de recuperação e reabilitação em SP para você.
Já ouviu falar em haxixe? Muita gente confunde com maconha comum. Mas não é bem assim.
O haxixe é mais forte, levando em consideração que é um concentrado de maconha. E seus riscos também são.
Vamos entender melhor o que é essa substância. Como ela afeta o corpo. E por que causa tanta dependência em algumas pessoas.
Quero compartilhar o que vejo na clínica diariamente. Pacientes chegam confusos sobre esta droga. Não sabem dos riscos reais.
O que este artigo aborda:
- O que é haxixe e como é produzido
- Principais tipos de haxixe
- Haxixe Pretinho
- Haxixe Dry
- Haxixe Ice ou Gelo
- Haxixe Crumble
- Sinais de abuso e dependência de haxixe
- Diagnóstico do transtorno por uso de canabinoides
- Tratamentos para dependência de haxixe
- Abordagens psicoterapêuticas eficazes
- Tratamento de desintoxicação e abstinência
- Prevenção de recaídas e recuperação a longo prazo
- Conclusão

O que é haxixe e como é produzido
O haxixe é um concentrado de cannabis. Tem aparência marrom escura ou preta. E consistência que lembra uma pasta ou resina.
Diferente da maconha comum, o haxixe contém muito mais THC. THC é a substância que causa os efeitos psicoativos.
Como é feito? A produção envolve separar os tricomas da planta. Tricomas são pequenas glândulas cristalinas. Elas contêm a maior concentração de canabinoides. Veja como são os tricomas:

Após a separação dos tricomas, através de extração específica, é realizada a filtragem e secagem do material.
A concentração de THC no haxixe pode chegar a 60%. A maconha comum tem entre 15% e 25%.
Essa concentração maior traz efeitos mais intensos. E aumenta o potencial de dependência.
Geralmente, pelo seu efeito pastoso/resinoso, o haxixe é utilizado pelos usuários junto com tabaco.
Alguns pacientes descrevem o haxixe como “maconha em versão turbo”. Eles não imaginavam que isso o levaria à internação meses depois.
Principais tipos de haxixe
O haxixe vem em várias formas. Cada tipo tem características próprias. E potências diferentes.
Vamos conhecer os tipos mais comuns de haxixe no brasil e suas características.
Haxixe Pretinho

É o tipo mais comum no Brasil. Tem cor escura, quase preta. A consistência é maleável.
O processo tradicional usa álcool 97% para extração dos tricomas e pressão manual. Os produtores usam a maconha prensada até formar blocos.
Este tipo tem cheiro forte e característico. Muitos usuários o preferem pela disponibilidade. E pelo preço mais acessível, que geralmente, parte de 10 reais a grama.
Haxixe Dry

O haxixe dry é feito sem água nem solventes. Usa apenas gelo seco e sacos de filtragem.
A coloração é mais clara. Varia entre o marrom dourado e o amarelado. O aroma é mais suave e herbal.
Este tipo preserva mais terpenos. Terpenos são compostos que dão sabor e cheiro. Muitos usuários o consideram mais “puro”, por isso seu preço mais elevado, partindo de 40 reais a grama.
Haxixe Ice ou Gelo

Diferente do dry, o “ice” utiliza um método que usa água gelada e gelo comum. E também usa agitação mecânica.
Por utilizar gelo comum ao invés do gelo seco, torna-se mais difícil e puro.
Os tricomas se separam no frio. Depois são filtrados através de telas com diferentes tamanhos de malha.
O produto final tem cor mais clara. E é considerado de alta qualidade por muitos usuários, tendo seu preço geralmente a partir de 90 reais a grama.
Haxixe Crumble

É um dos tipos mais modernos. Tem textura quebradiça, como sugere o nome (crumble = esfarelado).
O processo envolve solventes como butano. Depois passa por purga a vácuo para eliminar resíduos.
Este tipo pode conter entre 70% e 90% de THC. É extremamente potente. E apresenta riscos ainda maiores.
Por ser uma das versões mais puras e potentes, seu valor parte de 120 reais a grama.
Sinais de abuso e dependência de haxixe
Como identificar o uso problemático? Existem sinais claros. Preste atenção neles.
Os olhos vermelhos são comuns. A pessoa também pode ter boca seca constante. E fala mais lenta.
Com o uso regular, aparecem outros sinais. Mudanças no apetite. Alterações no sono. Queda de motivação.
Na minha prática clínica, vejo padrões repetidos. O uso começa ocasional. Depois vira semanal. Por fim, diário.
Um dos sinais mais preocupantes é a tolerância. A pessoa precisa de doses cada vez maiores. Para sentir os mesmos efeitos.
Vi pacientes abandonando atividades que amavam. Deixando de lado esportes. Hobbies. Até família.
A abstinência também indica dependência. Quando fica sem usar, a pessoa sente irritabilidade. Insônia. Ansiedade. Perda de apetite.
O craving (desejo intenso pela droga) domina os pensamentos. Um paciente me disse: “É como ter fome, mas nenhuma comida satisfaz. Só o haxixe.”
Diagnóstico do transtorno por uso de canabinoides
O diagnóstico segue critérios específicos. Médicos e psicólogos especializados avaliam vários aspectos.
Eles analisam o padrão de uso. A frequência. A quantidade. Os contextos de consumo.
Os principais sintomas considerados incluem:
- Uso em quantidades maiores ou por tempo mais longo que o planejado;
- Desejo persistente de usar. Muito tempo gasto para conseguir a droga. Fissura intensa.
- Problemas para cumprir obrigações. Uso contínuo apesar de problemas sociais. Abandono de atividades importantes.
- Uso em situações perigosas. Problemas físicos ou psicológicos. Tolerância. Sintomas de abstinência.
O diagnóstico não é para julgar. É para ajudar. Identificar o problema é o primeiro passo para o tratamento.
Tratamentos para dependência de haxixe
Existe saída. O tratamento funciona. Tenho visto muitas recuperações bem-sucedidas.
A abordagem ideal combina várias estratégias. Cada pessoa é única. O tratamento também deve ser.
Abordagens psicoterapêuticas eficazes
A terapia cognitivo-comportamental (TCC) apresenta bons resultados. Ajuda a identificar gatilhos. E desenvolver estratégias de enfrentamento.
A entrevista motivacional também é eficaz. Fortalece a motivação para a mudança. Trabalha com ambivalências.
Grupos de apoio complementam o tratamento individual. Compartilhar experiências ajuda muito. Saber que não se está sozinho faz diferença.
Tive um paciente músico que achava impossível tocar sem estar sob efeito do haxixe. Na TCC, descobrimos que era uma crença limitante. Hoje ele toca melhor que antes.
A terapia familiar também tem papel importante. A dependência afeta todo o sistema familiar. Todos precisam aprender novos padrões.
Tratamento de desintoxicação e abstinência
A fase inicial pode exigir suporte médico. Os sintomas de abstinência incomodam. Mas são temporários.
Irritabilidade, insônia e ansiedade são comuns. Náuseas e dores de cabeça também podem ocorrer.
Medicações podem ajudar a aliviar estes sintomas. Antidepressivos. Ansiolíticos. Indutores de sono. Sempre com prescrição médica.
A desintoxicação dura em média 7 a 14 dias. Após esse período, os sintomas físicos diminuem bastante.
Em casos graves, a internação pode ser necessária. Proporciona ambiente protegido. E cuidado intensivo.
Prevenção de recaídas e recuperação a longo prazo
Após a desintoxicação, o desafio continua. A prevenção de recaídas é fase crítica.
O paciente aprende a identificar situações de risco. E a planejar estratégias. “O que fazer quando a fissura aparecer?”
Mudanças no estilo de vida são fundamentais. Atividade física regular. Alimentação saudável. Sono adequado.
Novas atividades prazerosas substituem o uso da droga. Hobbies. Esportes. Artes. Qualquer coisa que traga satisfação natural.
O acompanhamento deve ser mantido por tempo adequado. Um ano, no mínimo. Às vezes mais.
A recaída não significa fracasso. Faz parte do processo para muitos. O importante é retomar o tratamento rapidamente.
Conclusão
O haxixe não é “só uma maconha mais forte”. É uma substância potente. Com riscos sérios.
A dependência acontece. E pode destruir projetos de vida. Relacionamentos. Carreiras.
Mas existe tratamento eficaz. Combinando abordagens psicológicas. Suporte médico. E mudanças no estilo de vida.
Se você ou alguém próximo enfrenta problemas com haxixe, busque ajuda. O primeiro passo é o mais difícil. E também o mais importante.
A recuperação é possível. Tenho visto isso diariamente nos consultórios. Pessoas retomando o controle. E reconstruindo suas vidas.
Entre em contato com a Clínicas de Recuperação SP para aderir ao tratamento e receber orientação!
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